Estrutura provisória entregue na manhã desta quarta-feira (12), pelo prefeito Braide consumiu R$ 19,9 MILHÕES dos cofres públicos

A estrutura provisória que abrigará cerca de 300 feirantes durante a reforma do Mercado Central de São Luís, foi entregue hoje pelo prefeito de São Luís, Eduardo Salim Braide (PSD), muito fora do prazo e valores previstos para a entrega. Inicialmente, a obra do galpão estava orçada em R$ 16 MILHÕES, contudo, a obra no Anel Viário recebeu aditivo de mais de R$ 2 MILHÕES, elevando o preço final da obra para R$ 19.951.331,79 (Dezenove Milhões, Novecentos e Cinquenta e Um Mil, Trezentos e Trinta e Um Reias e Setenta e Nove Centavos). Veja abaixo!

Toda essa grana foi gasta para supostamente levantar o galpão e abrigar os feirantes que estavam no Mercado Central, que será reformado com recursos federais, uma vez que a obra consta nas intervenções do Institututo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, a serem executadas no conjunto do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC Cidades Históricas, oficializado em agosto de 2013, conforme portaria nº 383, publicada no DOU de nº 162, de 22 de agosto de 2013, no governo da presidenta Dilma Rousseff. O PAC Cidades Históricas derivou do Pacto de Aceleração do Crescimento lançado em 2007 pelo presidente Lula.
O Poder Judiciário já chegou a condenar o Município de São Luís a restaurar o prédio do Mercado Central de São Luís, tombado pelo patrimônio histórico, com todas as características arquitetônicas originais externas e internas, no prazo de dois anos, a contar da intimação da sentença. A sentença resultou do julgamento da Ação Civil Pública contra o Município de São Luís, pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual (MP), com o objetivo de obrigar o município a reformar o Mercado Central, situado na Avenida Guaxenduba, nº 1, no Centro Histórico de São Luís, em prédio tombado pelo Decreto nº 10.089/86.
EM TEMPO: se a gestão Braide torrou R$ 20 MILHÕES para construir um galpão provisório para abrigar os feirantes, quanto não serão gastos para reformar o Mercado Central de São Luís ?
E MAIS: recem inaugurado, alguns feirantes não quiseram sair do Mercado Central e mudar para o Mercado da Cidade;
PRA FECHAR: quem abocanhou o dinheiro da construção do galpão foi a BARA CONSTRUÇÕES, de propriedade de José Ednaldo de Oliveira Bogéa Júnior.




