VÍDEO: ETANOL 2G vai fazer cair o preço dos combustíveis

A Petrobras e Raízen estão investindo forte no Etanol de segunda geração (E2G), custo para produção será pela metade do preço atual

O que você sabe sobre etanol de segunda geração (E2G)? Esse biocombustível precisa estar na ponta da língua de quem se interessa por sustentabilidade e pela matriz energética brasileira. O etanol de segunda geração (E2G) é como se fosse o integrante mais novo da família de fontes de energias renováveis. Quase um filho do Etanol (E1G) e um primo do biogás. Vale a pena conhecê-lo.

O que é etanol de segunda geração?

O etanol de segunda geração (E2G), também chamado de bioetanol, etanol verde ou etanol celulósico, é um biocombustível avançado, feito a partir dos resíduos restantes do processo de fabricação do etanol comum (o etanol de primeira geração, E1G) e do açúcar.

É um produto que usa matéria-prima de baixo impacto ambiental que seria descartada e que tem excelente ganho logístico. Também é considerado um dos combustíveis com menor pegada de carbono do mundo!

Diferença entre etanol e etanol E2G

Quimicamente, o etanol de segunda geração (E2G) é como o etanol de primeira geração (E1G). A grande diferença está na forma de produzi-los. O E2G utiliza biomassa vegetal lignocelulósica, reaproveitando resíduos vegetais, como palha, folhas, bagaço, cavaco, entre outros. Na Raízen, essa biomassa é obtida a partir do que sobra do processo produtivo do E1G e do açúcar.

Por aqui, o estanol de primeira geração (E1G) e o açúcar são produzidos a partir da cana-de-açúcar, enquanto o E2G é feito da palha e do bagaço da cana-de-açúcar (resíduos da produção de E1G e açúcar). Os processos de produção são diferentes, mas os usos são os mesmos.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da inauguração da nova planta industrial de etanol de segunda geração da Raízen, no Parque de Bioenergia Bonfim, em Guariba (SP) (Foto: Ricardo Stuckert)

As vantagens do etanol de segunda geração

O reconhecimento do etanol de segunda geração se deve, principalmente, ao seu potencial sustentável. Confira abaixo, algumas características que tornam a produção e distribuição de E2G vantajosas:
Baixa pegada de carbono

  • A pegada de carbono (footprint) é uma medida que avalia quanto um processo produtivo emite de carbono (CO2) ou outro gás equivalente na atmosfera.

    O etanol de segunda geração tem uma pegada de carbono 30% menor quando comparado ao de primeira geração, e até 80% menor do que combustíveis fósseis, como a gasolina.

    Portanto, além de ser renovável, o E2G é considerado um combustível limpo, porque emite menos CO2 na atmosfera.

    Devido às recentes políticas que incentivam soluções energéticas sustentáveis, produtos com baixa pegada de carbono são valorizados e ganham um valor de mercado diferenciado, um prêmio monetário.

    No caso da Raízen, o prêmio médio é de 70% sobre o valor do E1G – mas a companhia já chegou a registrar variações de 90% entre os etanóis.

  • Reaproveitamento de resíduos
    Por utilizar os subprodutos do etanol comum e do açúcar, o E2G leva ao maior aproveitamento energético da planta (cana), o que resulta em uma maior eficiência agrícola.

    Ainda, traz vantagem logística para a empresa fabricante e contribui com a economia circular

  • Aumento da produtividade
    Como o etanol de segunda geração (E2G) possui a mesma composição química e usos que o etanol (E1G), é possível aumentar sua produtividade em até 50%, sem aumentar o tamanho da área plantada, já que não é preciso nenhuma cana-de-açúcar a mais para produzi-lo.

    Além disso, o E2G soluciona uma disputa presente no setor agroenergético sobre o uso da terra agricultável.

    Há uma dualidade entre a produção de alimentos ou energia, mas o etanol celulósico não cria uma concorrência entre matéria-prima e alimentos, visto que os seres humanos não consomem celulose.

    Assim, a área de plantio utilizada traz resultados econômica e socialmente favoráveis.

  • Protagonismo e liderança brasileira
    O Brasil está em posição de destaque na produção do biocombustível com relação a outras nações, o que contribui para o desenvolvimento do país e o coloca como um dos representantes do mercado mundial de E2G.

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