Histeria anticomunista e suas consequências para a eleição de 2022 no Brasil e no Maranhão !

Com a chegada de 2022, ano de eleições, a extrema polarização que cerca o cenário político brasileiro se intensifica a cada dia, nessa perspectiva, a ascensão do candidato Luís Inácio Lula da Silva, de esquerda, trouxe a tona diversos estereótipos que caracterizam a política brasileira desde do século passado, como por exemplo, “comunista”, “petista”, “esquerdopata”, “socialista”. Dessa maneira, faz-se imprescindível o entendimento acerca de tais assuntos.

O que é o socialismo ? e o comunismo ?

O comunismo é uma corrente filosófica e socioeconômica idealizada por Karl Marx e Friedrich Engels, sociólogos alemães, no século XIX, o cerne de sua teoria envolve o fim da propriedade privada,  das classes sociais e do próprio Estado visando uma sociedade mais igualitária e comum em todos os aspectos do âmbito social. Marx e Engels, quando escreveram o Manifesto Comunista, defenderam uma série de etapas para alcançar o comunismo, a primeira, surgiria através da Luta de Classes, conceito que elaborava uma ideia de “revolução” das classes oprimidas em relação às classes dominadoras, conhecida também, como dicotomia social, gerando por fim, a Ditadura do Proletariado – Proletariado, era como Marx chamava os trabalhadores das fábricas – Nesse quesito, o Estado Socialista surgiria como um regulador controlado pelos trabalhadores para dividir e orientar os recursos em torno de uma economia planificada, ou seja, uma economia onde o Estado é atuante em sua maioria.

Dessa forma, o socialismo seria uma etapa de transição entre o capitalismo e o comunismo. Vale ressaltar que existem duas teorias principais de como o socialismo funcionaria, a primeira, já mencionada, é chamada de socialismo científico, defendida por Marx e Engels. Outro socialismo, seria o Socialismo Utópico, como o próprio nome diz, ele é utópico, partindo da premissa que as classes dominantes, burguesas assumam a responsabilidade espontânea de divisão dos recursos e bens, para a manutenção de um regime mais igualitário, o principal defensor desse tipo de socialismo é o sociólogo Robert Owen.

Estados comunistas na atualidade ?

“Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, todos exemplos de Estados comunistas. “O PT quer transformar o Brasil em uma Venezuela.” Frases que diante do cenário político atual se tronaram rotineiras, na verdade não passam de um grande equívoco causado por uma histeria anticomunista que assola o Brasil desde do século passado.

Primeiramente, não existe, e nunca existiu um Estado inteiramente comunista em nenhum país do mundo. O comunismo se trata da completa ausência do Estado em uma sociedade que entende a igualdade como principal meio de avanço social, econômico e científico. Países como Cuba, Venezuela e Coreia do Norte vivem uma espécie de Ditadura, uma completa aversão aos preceitos criados por Marx, ou seja, nunca irão alcançar a etapa comunista, A China, como muitos argumentam, também não é comunista, pelo contrário, ela é mais capitalista do que muitos países do mundo, por exemplo, a China, possui uma economia mista, o chamado socialismo de mercado, possuindo em seu território várias ZEE’s, Zonas Econômicas Especiais, possuindo um mercado altamente competitivo e tendo alta demanda no cenário internacional.

A confusão parece surgir no Brasil quando Luís Inácio Lula da Silva assume o posto de presidente em 2003, e muitos críticos do governo, assimilam a ascensão de Lula, um líder sindical ligado aos trabalhadores, a revolução proletarizada que caracterizavam o socialismo clássico. Mais imprecisões surgem quando o comunismo é colocado como ideia que pode ser de fato atuante na sociedade, pois, muitos pensam que a ideia criada no século XIX é a mesma até os dias de hoje. O surgimento do novo socialismo na américa latina é completamente diferente do idealizado por Marx, com premissas de manter as relações comerciais e utilizar o lucro e a receita para combater a desigualdade e a pobreza, mas apenas isto foi o suficiente para inflamar os mais conservadores e setores ligados ao campo e as grandes empresas que causaria um disparate no sistema que os privilegiasse. Ações positivas foram criadas nesse período como o Bolsa Família, o agora Auxílio Brasil, o Minha Casa Minha Vida, o ProUni, o Fies.

As eleições no Maranhão e no Brasil

No Brasil, depois de escândalos eleitorais e de um possível golpe que gerou caos nas eleições passadas, a probabilidade de Lula (candidato pelo PT) se candidatar a presidente aumenta a cada dia, o então presidente Bolsonaro (SEM PARTIDO) ao contrário de seu discurso em 2018, disse também que existe grande chance de se recandidatar, ambos são completos opostos políticos, a esquerda e o reacionarismo se encontrarão nos palcos políticos em agosto.

Uma terceira via que tem chamado muita atenção, é a via do ex-juiz e ex-ministro, Sergio Moro, que possui relações complicadas com os dois primeiros candidatos acima, o Juiz da Lava Jato foi condenado parcial em diversos momentos do seu julgamento com decisões questionáveis que acabaram por eleger o Bolsonaro e que novamente entrou em contenda com Moro enquanto ele era o então Ministro da Justiça. Hoje, Moro trabalha na Consultoria Alvarez Marsal, que possui uma investigação com o TCU, sobre divisas que seriam repassadas e seu papel na empresa continua um mistério.

Segundo a CNN Brasil “a intenção de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2022 divulgada nesta quarta-feira (12) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança com 45%, contra 23% do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).”

“No terceiro lugar, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) aparece com 9% das intenções de voto, à frente de Ciro Gomes (PDT), com 5%. Completam a lista o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%, e a senadora Simone Tebet (MDB), com 1%. O senador Rodrigo Pacheco (PSD) e Felipe d’Ávila (Novo) aparecem com 0%.”

No Maranhão, o caminho político parece ser mais ameno, começando com o Governador Flávio Dino eleito pelo PCdoB e agora fazendo parte do PSB, apoiando de forma ampla o candidato Carlos Brandão, também do PSB. Conhecido por muitos como comunista, Flávio Dino, não fez um governo comunista, e possui um apoio amplo na capital e no resto do Estado. Em convergências, o Secretário de Educação, Felipe Camarão admitiu ter pretensões ao cargo de governador, porém, sua campanha foi retirada após Flávio confirmar que iria apoiar Brandão. Querendo ou não, é o candidato que é apoiado pelo atual governador. Parece um pouco estranha essa aproximação entre Brandão e Dino, como se fosse mais uma estratégia eleitoreira do que uma verdadeira aliança política, com ideais conclusivos.

Weverton Rocha, outro candidato a governador, por outro lado, lamentou a decisão Pró-Brandão e disse que mesmo assim apoiará Flávio ao senado.

Em meio a comunistas, entreguistas e estratégias eleitoreiras, o povo espera uma batalha acirrada entre que acredita no projeto de Dino e quem buscará a nova opção, Weverton Rocha.

Na primeira pesquisa de intenção de voto estadual deste ano, o senador Weverton Rocha (PDT) aparece liderando a disputa pelo governo do estado. Os dados vêm para confirmar as últimas pesquisas que também mostram o pedetista liderando em diversos cenários.

Desta vez, de acordo com a pesquisa do Instituto Exata, divulgada pelo jornal O Imparcial, Weverton aparece com 24% das intenções de voto, seguido pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), com 17%; Roberto Rocha (PSDB), com 13%; Edivaldo Holanda Júnior (PSD), com 10%; Lahésio Bonfim (PTB), com 9%; Josimar de Maranhãozinho (PL), com 6%; Simplício Araújo (Solidariedade), com 1%; e por Enilton Rodrigues (PSOL), que não pontuou. Brancos e nulos somam 8% e 12% não souberam ou não responderam.

Levando-se em consideração um cenário com apenas três pré-candidatos ao governo, Weverton aparece com 35% das intenções de voto, seguindo com Carlos Brandão, com 24%, e Edivaldo Holanda Júnior, com 15%. Brancos e nulos somam 12% e não souberam ou não responderam totalizam 14%.

O instituto também simulou uma disputa entre Weverton Rocha, Carlos Brandão e Lahésio Bonfim. Nesse cenário, o senador aparece com 39% das intenções de voto; o vice-governador tem 25% das intenções; e o prefeito de São Pedro dos Crentes tem 10%.

Já em uma disputa entre Weverton, Carlos Brandão e Roberto Rocha, o senador pedetista também lidera com 34% das intenções de voto. Brandão aparece com 24% e Roberto Rocha com 14%.

Para um possível segundo turno disputado entre Weverton e Brandão, o senador venceria com 43% das intenções de voto, enquanto o vice-governador teria 28%.

O Instituto Exata ouviu 1.413 eleitores em todo o Maranhão entre os dias 9 e 13 deste mês A margem de erro é de 3,32%, para mais ou para menos, e nível de confiabilidade de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número 02686/22.

O primeiro colocado nas pesquisas, apesar de não ter o apoio estadual, aparenta manter boas relações com um grande concorrente na corrida presidencial, Luís Inácio Lula da Silva, parece apoiar cada vez mais Weverton Rocha, indicando, que se as pesquisas tiverem êxito, uma aliança forte entre o Estado Federal e Brasília para o ano de 2023.

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