Consórcios alegam descontos por parte da Gestão Braide, de mais de R$ 5 MILHÕES nos pagamentos nos subsídios que culminaram com atrasos salariais dos trabalhadores rodoviários

Mais uma vez se repete o ciclo vicioso que só vai se romper quando a sociedade entender que transporte público de qualidade não se faz com trabalhadores rodoviários insatisfeitos, nem com subsídio sem critérios, com frota sucateada e sem estudos técnicos, mas com planejamento, gestão eficiente e, acima de tudo, respeito aos usuários do transporte coletivo.
Nesta terça-feira (31), encerra o prazo, do acordo pactuado na Promotoria do Consumidor, Lítia Cavalcanti, o Sindicato dos Rodoviários, os Consórcios e a Gestão Braide, para honrar os salários dos trabalhadores (atrasados e reajustes). O Site Observatório realizou uma busca para ver se a Prefeitura de São Luís empenhou os pagaemtos ou se abriu algum processo administrativo para pagar o valor, na ordem de R$ 5 Milhões, que os consórcios alegam que foram descontados e que consequentemente impediu de realizar os pagamentos salariais aos rodoviários. Além disso, o valor atual que está sendo repassado, e quando é reassado pela Gestão Braide é deficitário para honrar com o reajuste salarial, tíquete alimentação, plano de saúde e seguro de vida.
Mais uma vez, o trabalhador rodoviário e a população de São Luís deverá pagar a conta de um sistema de transporte que insiste em não funcionar. Em um novo capítulo da novela repetitiva que envolve a Gestão Braide e os empresários de ônibus, em que se comprometem em pagar os salários dos trabalhadores rodoviários e não cumprem a promessa. Um detalhe que salta aos olhos, são as várias investidas do prefeito Eduardo Salim Braide (PSD), contra o Sistema de Transporte Público Coletivo, o valor do subsídio só diminuiu, saindo de cerca de R$ 6 Milhões, para menos de R$ 4 Milhões, valor que não contempla o pagamento dos salários dos rodoviários com o aumento e benefícios do ticket alimentação, acordados no Tribunal Regional do Trabalho.
Enquanto a gestão Braide acumula uma guerra contra o Transporte Público Coletivo de São Luís, a população, o comércio, a economia, os motoristas e cobradores — aqueles que realmente colocam os ônibus nas ruas para garantir o ir e vir da população da Capital, enfrentam diariamente a superlotação, sucateamento da frota, longos engarrafamentos e a violência urbana — seguram a onda com salários atrasados, salários defasados e benefícios cada vez mais escassos. A categoria, que já acumula defasagem salarial significativa, vê o seu poder de compra derreter enquanto o custo de vida na cidade não dá trégua e a guerra fratricida do prefeito e empresários não dá trégua.
O discurso oficial da Gestão Braide repete a velha cantilena de que o subsídio é necessário para “evitar que a tarifa aumente” e “proteger o usuário”, e que a frota tem que estar 100% nas ruas… mas a verdade é que esta falácia não se fundamenta em estudos técnicos e muito menos, no diálogo por parte da prefeitura, com empresários, Ministério Público, Tribunais e por aí vai… O resultado é a falta de planejamento, falta de cálculo tarifário, falta de ajustes técnicos – falta de tudo. Enquanto tudo isso acontece, o trabalhador perde no reajuste, perde no vale alimentação, perde a saúde e ainda vê parte do seu esforço diário ser descontado para tapar o rombo de um sistema gerido pela própria ineficiência.
Enquanto essa guerra declarada pelo prefeito não termina, o ônus bélico nunca recai sobre a gestão ineficiente ou sobre a planilha de custos das empresas, o ônus recai sobre o elo mais fraco da corrente: os usuários do transporte e o trabalhador que está na ponta, operando o veículo.
Subsídio ao Transporte Coletivo X Subsídio para Transporte Individual
Enquanto o prefeito briga com empresarios, os cofres do municípios sangram e os Gastos com app de transporte individual superam subsídios para o transporte coletivo. Entre janeiro e março deste ano, a Gestão Braide pagou R$ 11.252.643,70 (Onze Milhões, Duzentos e Cinquenta e Dois Mil, Seiscentos e Quarenta e Três Reais e Setenta Centavos), para o empresário sediado em Paraíso Fiscal, Simeng Wang, dono da empresa 99 Tecnologia. Para o transporte coletivo, que é o que se deve funcionar nas cidades, a gestão Braide pagou R$ 9.230.101,88 (Nove Milhões, Duzentos e Trinta Mil, Cento e Um Reais e Oitenta e Oito Centavos). No total, em apenas três meses, já foram torrados mais de R$ 20 MILHÕES.
O Sindicato dos Rodoviários já deixou claro, que as empresas não pagaram os reajustes acordados no Tribunal Regional do Trabalho – TRT, e quando estão pagando, é o salário congelado no acordo de 2024, e pior agora, com o subsídio quase pela metade aí mesmo que não haverá outra solução, a não ser cruzar os braços na quarta-feira (1), já que os trabalhadores já estão em Estado de Greve.
EM TEMPO: enquanto a Gestão Braide sangra os cofres públicos, São Luís segue andando para trás, quem está no volante, mais uma vez, não vê a hora de chegar ao ponto final;
E MAIS: em meio a toda essa guerra declarada pela Gestão Braide, está o usuário, o trabalhador, o comércio local e a população em geral, que segue prejudicada;
PRA FECHAR: anotem! do jeito que está, nas próximas horas o Sindicato dos Rodoviários se pronunciará sinalizando uma nova Greve em São Luís.



