Ação ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão contra o vereador Beto Castro (Avante), apresenta um ponto que pode indicar um grave equívoco na investigação

O Ministério Público do Maranhão denunciou o vereador Beto Castro, sob a acusação de ter recebido parte dos recursos de uma emenda parlamentar destinada ao instituto “Sê tu uma benção”. De acordo com a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – GAECO, o parlamentar teria encaminhado recursos à entidade e recebido parte do valor de volta.
No entanto, não há, nos documentos da ação, nos registros da investigação e muito menos no histórico oficial das emendas parlamentares, qualquer registro de repasse feito por Beto Castro ao instituto “Sê tu uma benção”. Também não há provas na denúncia apresentada, que o vereador tenha recebido recursos relacionados à entidade investigada.
Os portais de transparência do Município e dos órgãos de controle registram que outros vereadores destinaram emendas ao instituto. Entretanto, não há registro de que o vereador Beto Castro tenha realizado esse tipo de repasse. Além disso, os parlamentares que aparecem como autores de destinações de recursos à entidade não foram incluídos na investigação do Gaeco nem denunciados pelo Ministério Público.
EM TEMPO: estas informações vieram a público durante o final de semana, por meio de apuração do jornalista Marco D’éça, que apontou que a ausência de registro de repasses por parte de Beto Castro pode indicar um erro na investigação que resultou na denúncia contra o vereador;
E MAIS: o caso segue em tramitação na Justiça, cabendo ao Judiciário analisar as provas apresentadas pelas partes e decidir sobre o mérito da ação.



