Processo de 2019, aberto no Tribunal de Contas da União aponta rombo R$ trilionário na gestão de Campos Neto

Membros do Congresso Nacional estudam a possibilidade de utilizar um processo aberto em 2019 (Governo Bolsonaro), no Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta um “erro contábil” de R$ 1 trilhão, para pedir o afastamento em definitivo de Campos Neto. O processo apura as inconsistências apontadas, à época, pela Controladoria-Geral da União (CGU).
O rombo trilionário se refere ao balanço do Banco Central naquele mesmo ano. Para os auditores do TCU que avaliaram os dados advindos da ação, a documentação analisada não refletia a situação patrimonial, o resultado financeiro e nem o fluxo de caixa do BC, conforme relatório publicado.
Os auditores contratados pelo Banco Central alegam que não há nenhum erro no balanço e que os balanços dos anos posteriores foram aprovados sem ressalvas pelo TCU. O órgão ainda apontou que o balanço de 2019 foi auditado e aprovado pela KPMG, empresa que faz auditorias independentes.
A explicação dos auditores foi dada ao ministro Jonathan de Jesus, do TCU, que também é deputado federal pelo Republicanos. Jesus ficou com a relatoria do processo após o antigo relator, ministro Bruno Dantas, passar a presidir o tribunal, o que o obrigou a deixar as relatorias que exercia. Logo que assumiu o caso, o novo relator solicitou uma série de documentos que agora estão passando por análise.
De acordo com os aliados do Governo Lula, se o BC for condenado em plenário no TCU, uma brecha poderia ser aberta para que o Senado abrisse um processo de cassação de Campos Neto. A possibilidade existe, e a defesa do presidente do Copom (Comitê de Política Monetária; que estipula das taxas de juros) do BC está trabalhando para evitar a abertura da brecha.




