Empresa que Moro virou sócio recebeu R$ 42,5 Milhões de empreiteiras

Grupo Odebrecht, Galvão, OAS e UTC,  pagaram R$ 42,5 Milhões a empresa em Sérgio Moro “virou” sócio 

Após a magistratura, Moro virou sócio da Alvares & Marsal e assumiu cargo no governo Bolsonaro

A empresa Alvares & Marsal, que abrigou o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), após ele deixar a magistratura e o governo Bolsonaro recebeu mais de R$ 42 Milhões, pagos por empreiteiras que foram alvo Lava Jato, em sentenças dadas pelo então juiz Moro.

As informações estavam trancadas a sete chaves, sobre segredo de justiça, até que na última quinta-feira (20), o ministro Bruno Dantas, do TCU, retirou o sigilo, veja a baixo.

 

O Tribunal de Contas da União acredita que a Alvarez & Marsal, maquiou dados no intuito de omitir o valor exato pago a Sérgio Moro. O TCU pressiona que Sérgio Moro atuou para a empresa Alvares & Marsal, para sejam divulgados os valores referentes à R$ 42,5 milhões, que a consultoria recebia.

Por mês, a empresa ligada a Moro, recebia R$ 1 milhão da Odebrecht e da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial); R$ 150 mil da Galvão Engenharia; R$ 115 mil do Estaleiro Enseada (que tem como sócias Odebrecht, OAS e UTC); e R$ 97 mil da OAS.

O TCU acredita que pode ter havido conflito de interesses na contratação do ex-juiz Sérgio Moro, com a Alvarez & Marsal, responsável pelo processo de recuperação judicial da construtora Odebrecht. Moro atuou como juiz em diversos processos envolvendo a empreiteira, teve acesso a informações específicas, sabia muito sobre o caso Odebrecht na Lava Jato, e quando deixou a magistratura, passou a ocupar o cargo de sócio-diretor da Alvarez & Marsal.

A investigação conduzida pelo Ministério Público Federal – MPF, junto ao Tribunal de Contas da União – TCU tenta entender quem recomendou os serviços da Alvarez & Marsal para as empresas que foram alvo do então juiz Sérgio Moro, na Lava Jato, haja vista que a filial da Alvares & Marsal não tinha experiência em atuar no setor de construção pesada e infraestrutura até antes de 2014. Até a Lava Jato, por exemplo, a Alvarez & Marsal só tinha clientes no setor financeiro, e após Moro se tornar sócio da empresa, começou a atuar no ramo – no mínimo curioso, não acham???

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