BOMBA! Secretário ligado a Braide, que queria que artistas locais trabalhassem de graça, torrou R$ 610 Mil em passagens aéreas e R$ 213 Mil em penduricalhos

Guia definitivo de como viajar o ano inteiro sem gastar um centavo do próprio bolso e embolsar diárias 

Quem nunca sonhou?
Passagens aéreas emitidas sem preocupação, hotéis pagos, diárias creditadas na conta, embarques constantes e a confortável sensação de viajar sem precisar olhar saldo bancário. Para a maioria dos ludovicenses, isso é um luxo eventual. Para outros, virou rotina financiada pelo contribuinte.
Em São Luís, existe um secretário que transformou o cargo público em um verdadeiro programa permanente de viagens custeadas pelo erário. E o segredo não envolve milhas, cartão black ou patrimônio pessoal. Basta ocupar o lugar certo dentro da máquina pública — e permanecer nele desde 2021. Estamos falando do Secretário Saulo Santos, indicação pessoal do ex-prefeito Eduardo Salim Braide (PSD).
O MODELO: VIAJAR COM DINHEIRO PÚBLICO
O funcionamento é simples.
A secretaria deveria fomentar o turismo da cidade. Mas, na prática, parece especializada no turismo de quem ocupa cargos públicos.
Em fevereiro de 2025, foram empenhados R$ 180.000,00 para passagens aéreas junto a uma única agência de viagens, parceira recorrente da gestão. Os pagamentos seguiram durante o ano em ritmo constante: R$ 35 mil em abril, R$ 27 mil em maio, R$ 10 mil em junho, R$ 26 mil em julho, pagamentos sucessivos em agosto, setembro, outubro e dezembro.
Resultado:
R$ 177.023,67 (Cento e Setenta e Sete Mil, Vinte e Três Reais e Sessenta e Sete Centavos), gastos apenas em 2025 com passagens e agenciamento de viagens.
Sem contenção. Sem constrangimento. Sem limites aparentes.
QUANDO O ORÇAMENTO ACABA, FAZ-SE UM ADITIVO
O ano de 2026 mal começou e surgiu um “problema”: o saldo estava acabando.
A solução foi imediata: um Termo Aditivo acrescentando mais R$ 45.000,00 (Quarenta e Cinco Mil Reais), ao contrato original.
Traduzindo para a linguagem do contribuinte: as viagens não podiam parar.
O contrato foi reforçado. O caixa recomposto. A agenda de deslocamentos, preservada.
O NOVO PACOTE: QUASE R$ 400 MIL
Em maio de 2026, um novo processo administrativo trouxe uma nova reserva orçamentária:
R$ 388.939,40 (Trezentos e Oitenta e Oito Mil Reais).
Mais de um terço de milhão de reais reservado para passagens e serviços de viagem.
Em pouco mais de 16 meses, a secretaria já comprometeu mais de R$ 610.000,00 (Seiscentos e Dez Mil Reais), em viagens e agenciamento.
Tudo concentrado:
— em uma única secretaria;
— em uma única agência;
— sob a mesma gestão que permanece intocada desde 2021.
AS DIÁRIAS: O COMPLEMENTO PERFEITO
Como se as passagens e hospedagens não bastassem, o secretário também recebeu cifras expressivas em diárias pagas com recursos públicos, entre os anos de 2022 a 2026, veja abaixo!
• 2022: R$ 29.702,25 (Vinte e Nove Mil, Setecentos e Dois Reais e Vinte e Cinco Centavos)
• 2023: R$ 56.372,25 (Cinquenta e Seis Mil, Trezentos e Setenta e Dois Reais e Vinte e Cinco Centavos)
• 2024: R$ 60.590,00 (Sessenta Mil, Quinhentos e Noventa Reais)
• 2025: R$ 42.725,00 (Quarenta e Dois Mil, Setecentos e Vinte e Cinco Reais)
• 2026: R$ 24.600,00 (Vinte e Quatro Mil e Seiscentos Reais)
Total recebido entre 2022 e 2026:
R$ 213.989,46 (Duzentos e Treze Mil, Novecentos e Oitenta e Nove Reais e Quarenta e Seis Centavos), em diárias.
Enquanto isso, boa parte da população de São Luís luta diariamente para pagar passagem de ônibus e quando tem o transporte.
O CURRÍCULO DO “TURISTA OFICIAL”
Quatro anos no mesmo cargo.
Quatro anos de contratos renovados.
Quatro anos de gastos milionários com viagens.
Quatro anos atravessando gestões sem qualquer turbulência política.
Isso não é permanência por competência técnica. É blindagem política.
Porque, em qualquer administração minimamente séria, cifras dessa magnitude já teriam provocado auditorias, cortes e cobranças públicas.
Mas em São Luís, durante a gestão Braide, aparentemente, a regra foi outra.
A IRONIA QUE REVOLTA
A mesma cidade que possui um Centro Histórico reconhecido pela UNESCO e abandonado pela gestão pública…
A mesma cidade com praias sem estrutura básica…
A mesma cidade sem sinalização turística adequada, sem investimentos consistentes em roteiros, capacitação e infraestrutura…
É a cidade cuja Secretaria de Turismo consegue encontrar recursos abundantes para viagens.
O turismo da população segue abandonado.
O turismo institucional, porém, parece viver sua melhor fase.
Cinco anos.
Duas gestões municipais.
A mesma estrutura.
Os mesmos contratos.
Os mesmos beneficiados.
EM TEMPO: isso não é coincidência política. Em São Luís, peixe grande continua nadando fundo — e viajando muito bem.

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Sobre o Editor
Sobre o Editor

JADSON PIRES é Letrólogo, Gestor Ambiental e Jornalista Investigativo DRT - 2095/MA. É editor deste Site, onde se dedica à divulgação do que está oculto e conteúdos relevantes ao público digital.

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