Ata do COPOM aponta queda de juros e alivia situação de Campos Neto, mas mostra que “batem cabeça”

O comunicado do Copom, divulgado na semana passada, seguia linha de maior cautela. Já Ata divulgada na manhã de hoje aponta para queda dos juros 

A ata da reunião do Banco Central, divulgada na manhã desta terça-feira (27), abre espaço para a queda dos juros já no mês de agosto, analisam economistas, ex-diretores do Banco Central e integrantes da equipe econômica. O Copom também manda recado para reunião do Conselho Monetário Nacional na próxima quinta-feira (29), afirmando que mudança na meta de inflação pode segurar flexibilização da política monetária.

Alguns trechos da ATA chamaram a atenção tanto do mercado quanto do governo, especificamente no item 19, que expõe a divergência entre os 9 integrantes do Comitê de Política Monetária sobre a queda dos juros.

“Nesse debate, observou-se divergência no Comitê em torno do grau de sinalização em relação aos próximos passos”, destacou a ata. Segundo o texto, um grupo destaca que “a continuação do processo desinflacionário em curso, com consequente impacto sobre as expectativas, pode permitir acumular a confiança necessária para iniciar um processo parcimonioso de inflexão na próxima reunião”. Outro grupo, mais cauteloso, afirmou que “é necessário observar maior reancoragem das expectativas longas e acumular mais evidências de desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo”.

Três diretores do Banco Central são apontados hoje com as vozes mais “cautelosas”. Eles se manifestaram publicamente, nas últimas semanas, sobre os riscos de uma queda de juros, algo considerado inusual, o que foi interpretado pelo governo como um recado do presidente do Copom, Roberto Campos Neto, que sofre pressão para a queda da taxa, hoje em 13,75%.

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