Análise: Paulo Victor e Edivaldo X eleição em São Luís será decidida no 2º turno

O tempo voa, e ele julga os agentes políticos pelas suas ações e até mesmo por suas omissões, o certo é que a eleição de 2024, na Capital será muito parecida com de 2012

Eleição indefinida em São Luís

Não há mais dúvida para nenhum analista político, politiqueiro, fanáticos, senadinho, rodas de conversas e levantadores de bandeiras, que a eleição do ano que vem será decidida somente no segundo turno. Faltando apenas 1 ano antes do pleito, os membros partidários já estão nas amarrações políticas, mas mesmo assim, muita coisa está por acontecer e mudar completamente o cenário atual.

Em todas as pesquisas de intenção de votos (que neste momento), sinaliza mas, não aponta a um caminho certo, o atual prefeito Eduardo Braide, que lidera, e ainda está filiado ao (PSD), caminhou e trilha pelo isolamento político total, bem parecido com o de Castelo, em 2012, no qual só conseguiu ficar com o PSDB, e foi candidato de sí mesmo, sem a classe política, sem candidatos a vereadores – sem nada. Digo isso em relação ao PSD, por causa da senadora Eliziane Gama, que está em Brasília e se destacando no cenário nacional, e é lá em BSB, que as decisões partidárias são concretizadas.

Também em Brasília, está o segundo bem posicionado, o deputado federal Duarte Júnior (PSB), que volta e meia atropela a sí próprio, seja com postagens, ora com declarações abusivas, como foi o fato de ter afirmado ao Globo, que em São Luís, o Partido dos Trabalhadores (PT) iria indicar o seu vice, membros do partido tanto estadual como nacional viram como soberba. Duarte, tal qual o atual prefeito Eduardo Braide, embora sejam políticos, não tem o trato político, e amargam a falta de credibilidade da classe “ninguém confia”, afirmam. Mesmo assim, o deputado federal deve aglutinar algumas siglas para a sua coligação em 2024.

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, apesar de ter feito uma gestão pífia, sem obras relevantes e um evidente sucateamento da rede pública municipal de ensino, mesmo fazendo uma administração “arroz com ovo”, ainda goza absurdamente do seu carisma com a população da Capital – foi o prefeito “boa praça”, e em todas as pesquisas ele figura como um terceiro colocado, e é justamente neste contexto, que entra o atual presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor, que detém o poder legislativo, com cerca de 20 vereadores fiéis em seu projeto de candidatura, tal qual fizeram na eleição do Poder Legislativo (estavam amarrados), e que se cambiar para qualquer lado da disputa, pesa e será fiel da balança, inclusive, ao projeto de reeleição do próprio prefeito Braide – mas essa última opção fica a cada dia que se aproxima do pleito, mais impossível. A última sinalização de PV se esgotou e o que parecia caminhar para pelo menos uma parceria institucional da Câmara com a Prefeitura de São Luís (Paulo Victor e Eduardo Braide), terminou de se acirrar de vez, onde bastidores da política apontaram para uma reunião entre ambos, o presidente do Legislativo apareceu e o chefe do Executivo, sequer telefonou para justificar a ausência – é o jeito de fazer política do prefeito, assinalaram ao Site Observatório.

Foi justamente após o “desencontro” de Braide para com Paulo Victor, que o chefe do Legislativo teria dado meia volta e se reunido com o ex-prefeito Edivaldo Júnior, para assinalar possíveis acordos e alianças, uma vez que é quase certo, o ex-prefeito ser candidato pela Federação Brasil da Esperança, que tem PT, PV e PC do B, e o Edivaldo pode ser o candidato do Lula, em São Luís, com o apoio também do Ministro Flávio Dino (uma espécie deja vù de 2012), quando Flávio desistiu de ser candidato a prefeito e bancou a campanha de Edivaldo.

Até as convenções partidárias, faltando cerca de 8 (oito) meses, o cenário estimulado, onde nomes dos pré-candidatos a prefeito de São Luís, Eduardo Braide, com cerca de 30%, (margem insegura), e o segundo colocado, Duarte Júnior (PSB) com pouco menos de 20%, e o terceiro nome na disputa, o ex-prefeito Edivaldo de Holanda (sem partido) com patamares pouco menos do que 15%,, não se alterarão, até que comecem a campanha eleitoral, o peso de mobilização, o peso de campanha, o peso de grupo, o peso do povo nas ruas, isso sim, muda e muito o cenário, e quem conseguir aglutinar e somar mais ao seu projeto poderá vencer a eleição no segundo turno, mais uma vez, de acordo com a sua aglutinação política – nada além disso.

Ainda somam em todas as pesquisas eleitorais, os deputados estaduais Neto Evangelista (União Brasil), com patamares em 10% e Wellington do Curso (PSC) com pouco menos de 10%.

Num cenário animador o presidente da Câmara de São Luís, detentor de um grupo de base, composto por vereadores espalhados nas mais diversas e longínquas comunidades, o vereador Paulo Victor (PCdoB) com cerca de 8%.

O tempo voa, e ele julga os agentes políticos pelas suas ações e até mesmo por suas omissões, o certo é que a eleição de 2024, na Capital está muito parecida com a eleição de 2012, quando o deputado federal Edivaldo Holanda Júnior, conseguiu aglutinar um grupo político ao seu redor, tendo surpreendido o então líder das pesquisas, João Castelo, que foi derrotado nos dois turno da disputa, a virada de Edivaldo veio logo no primeiro – a história está aí para contar.

Em tempo: bastidores apontam que a relação Paulo Victor X Braide, que já era ruim ficará péssima;

E mais: informação dá conta que o prefeito Eduardo Braide, sequer deu ouvidos aos acenos do presidente da Câmara, Paulo Victor;

Pra fechar: em menos de 90 dias, a Casa Legislativa tem, no mínimo, dois projetos relevantes para serem aprovados, que são de autoria do Executivo Municipal, mas, que podem ser amplamente alterados pelos Legisladores – a LDO e a LOA 2024.

F.U.I: caldo derramado é caldo que não se junta…

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