A Tentativa de Golpe de Bolsonaro e Caterva ainda não Chegou ao Fim

A democracia brasileira ainda respira sob o peso de um risco constante: o bolsonarismo ainda não desistiu de suas pretensões autoritárias. Os mais recentes episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados — desde as manifestações golpistas de 8 de janeiro de 2023, até as investigações sobre possíveis novos complôs — revelam um projeto de poder que não aceita as regras do jogo democrático. Apesar das derrotas eleitorais e jurídicas, a ameaça persiste, agora de forma mais ameaçadora, dentro e fora do País.
O Golpe está sendo executado em etapas pela Extrema Direita, dentro e fora do Brasil 
Os reiteirados ataques às urnas eletrônicas, a tentativa de descrédito das instituições praticados pela extrema direita, principalmente após a perda das eleições em 2022 foi só a face mais explícita de um movimento que vinha sendo articulado há anos. Bolsonaro, desde sempre e na sua campanha em 2018, externou sua vontades refletidas em golpes, na ditadura militar, ataques ao sistema eleitoral e PLantou a desconfiança nas urnas eleitorais sem nunca apresentar uma única PROVA de fraudes neste sistema eletrônico. Quando perdeu em 2022, sua CATERVA — incluindo militares da ativa e da reserva, empresários e figuras do centrão — tentou, sem sucesso, criar um clima de ruptura entre os Poderes, que se fundiram entre uma espécie de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e uma Minuta do Golpe, com planos claros, de inclusive “neutralizar” ( anular, inativar; fazer perder ou perder a força, eliminar, inutilizar ou executar) autoridades constituídas e eleitas, a exemplo do presidente Luís Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin.
A fuga para os Estados Unidos e condutas delitivas de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades norte-americanas é mais uma ação do plano do Golpe. Sem se esconder, o deputado bolsonarista faz reiterados ataques às instituições, economia e soberania brasileira – e o que é pior é que ele faz publicamente, utilizando das redes sociais e parte da imprensa alinhada, afirmando que está se dedicando a conseguir do governo dos Estados Unidos a imposição de sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, pelo que considera ser uma perseguição política a si mesmo e a seu papai – e ele tem conseguido somar o que ele chama de “vitórias”, sendo usado por extremistas estadunidenses, que querem as riquezas do Brasil.
Contudo, diferentemente de outros momentos históricos em que tentativas de golpe foram derrotadas e seus idealizadores caíram no ostracismo, Bolsonaro e Caterva seguem ativos, continuam mobilizando bases nas redes sociais, financiando campanhas de desinformação e mantendo influência em setores das Forças Aramdas e Forças Auxiliares. A recente operação da Polícia Federal que investiga uma tentativa de novo plano de golpe, com a participação de aliados de Bolsonaro, que tentar paralisar a instituições, tenta colapsar a economia por meio de movimentos pardistas de caminhoneiros e demais segmentos, mostra que o perigo não era apenas um evento isolado, mas um processo em andamento.
O Silêncio Leniente, Cúmplice e Frágil das Instituições  
Outro fator alarmante é a leniência por parte do sistema político, principalmente no Poder Legislativo. Enquanto o STF e o TSE agiram para conter os excessos de Bolsonaro e Caterva, setores do Congresso e até mesmo do Judiciário ainda hesitam em tartar extremistas como Golpistas. Alguns políticos, por cálculo eleitoral, preferem negociar com essa base radical em vez de defenderem a democracia de forma intransigente.
Além disso, a impunidade relativa até agora — Bolsonaro só começou a responder por processos mais graves depois de perder o foro privilegiado, e enquanto não houver uma responsabilização mais clara e exemplar, ao rigor da Lei, o risco de novas investidas autoritárias seguirá presente.
A mais absurda ação banditista recente foi evidenciada nesta terça-feira (5), quando deputados e senadores da extrema direita, sequestraram no início da tarde, as mesas diretoras dos plenários das Casas Legislativas, impedido o funcionamento do parlamento, chantageando e impondo que seja pautado um projeto de anistia a golpistas já condenados e réus pelos atos criminosos do dia 8 de janeiro de 2023 e o processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF – estes parlamentares extremistas atuam igual aos criminosos que invadiram e depredaram a Cãmara e o Senado Federal – não há diferença alguma,é um claro atentado ao Parlamento e ambos movimentos são correlatos.

A democracia brasileira não será restituída apenas com a ausência de Bolsonaro e sua Caterva no poder. É preciso desmontar a máquina golpista que eles construíram, o que inclui:  

1. Punição rigorosa para todos envolvidos em tentativas de golpe, sem anistias;
2. Controle efetivo sobre milícias digitais e redes de fake news que alimentam o extremismo;
3. Reforma política e eleitoral que dificulte a eleição de candidatos abertamente anti-democráticos, fascistas e extremistas;
4. Vigília constante da sociedade civil e da mídia, pois, Bolsonaro e Caterva continuam tentando um Golpe, que é a tomada dos três Poderes, e caso não consigam, o objetivo é implantar o caos no País para impor uma ditadura a toque de chumbo – o bolsonarismo não teve um fim — está apenas se adaptando.
O Brasil já sobreviveu a vários golpes, conspirações, viveu ditaduras e sabe o preço da liberdade perdida. A tentativa de golpe de Bolsonaro e Caterva não acabou; apenas mudou de estratégia. Cabe ao Povo e aos Poderes constituídos — não baixar a guarda, do cotrário, o Plano em vigência será implantado.
Por: Jadson Pires
Letrólogo, Gestor Ambiental, Jornalista e Blogueiro

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jadson Pires é o editor do Observatório da Blogosfera, onde se dedica à criação e edição de conteúdos relevantes e informativos, voltados para o público digital.

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade
Arquivos