Feriado de Adesão do Maranhão: veja o que abre e o que fecha em São Luís

Comércio, órgãos públicos e instituições financeiras terão seus horários alterados durante o feriado

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA) informou que o comércio lojista da Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa) tem autorização para funcionar no feriado da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil, no dia 28 de julho (sexta-feira), em horário normal.

Conforme as regras previstas nas Convenções Coletivas de Trabalho 2023, os estabelecimentos comerciais de ruas e centros comerciais destes municípios podem funcionar das 8h às 18h e as lojas de Shopping Centers das 10h às 22h.

As empresas que optarem pela abertura na data deverão realizar o pagamento das horas trabalhadas com acréscimo de 100% sobre o valor da hora normal, uma vez que o trabalho nesse dia é considerado extraordinário. Além disso, deverá ser paga uma gratificação no valor de R$ 40,00 aos empregados convocados.

A Fecomércio esclarece que as regras acima não se aplicam às farmácias, supermercados, feiras, mercados públicos e Cohortifrut Ceasa, cujas atividades são consideradas essenciais, podendo funcionar em horário livre neste feriado. Aos segmentos não compreendidos na base sindical da Fecomércio, a orientação para abertura no dia 28 de julho deve ser buscada no sindicato patronal da categoria.

Órgãos Públicos

O governo do Estado do Maranhão e Prefeitura de São Luís informaram que não haverá expediente nos órgãos, na sexta-feira (28), em virtude do feriado de Adesão do Maranhão à Independência. Ambos reforçam que serão mantidos os serviços considerados de natureza essencial.

Correios

Devido ao feriado estadual de Adesão do Maranhão à Independência, em São Luís, não haverá funcionamento das agências dos Correios.

Agências Bancárias

As agências bancárias não vão funcionar. Os clientes que preferirem antecipar o pagamento de boletos, podem usar os canais eletrônicos, internet banking e correspondentes.

Loterias

O Sindicato dos Empresários Lotéricos do Maranhão informou que as casa lotéricas não irão funcionar em virtude do feriado estadual de Adesão do Maranhão à Independência.

Shoppings

Todos os shoppings irão funcionar normalmente na sexta-feira (28), que é comemorado o feriado de Adesão do Maranhão à Independência.

Energia

A Equatorial Maranhão informou que as agências presenciais de Atendimento e Postos de coleta do E+ Reciclagem de todo o Maranhão, não irão funcionar.

A Equatorial recomenda que os clientes que precisam de algum tipo de serviço se direcionem aos canais digitais da empresa ou antecipem sua ida aos pontos de atendimento para evitar transtornos. As pessoas que têm materiais recicláveis para trocar por bônus na fatura de energia, também podem antecipar ou postergar sua reciclagem.

História da adesão do Maranhão à independência do Brasil

Nesta quinta-feira (28) de julho é feriado estadual. Mas nem todos sabem qual o motivo que o estado do Maranhão comemora o feriado, pois é lembrada a antiga data magna maranhense.

Proclamada a independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822, no país não reinou a calma.

Nos estados da Bahia e Maranhão as lutas contra a independência foram mais sangrentas; o Maranhão só aderiu a mesma em 28 de julho de 1823, e Caxias foi o último foco de resistência.

Segundo o historiador caxiense César Augusto Marques a Vila de Caxias aderiu à causa da independência com intervenção dos Estados do Ceará e Piauí.

“A junta provisória do governo do Ceará, desejando favorecer as intenções dos habitantes do Piauí que ambicionavam a sua independência, deliberou para expedir essa província o governador das Armas, José Pereira Filgueiras”, comenta o historiador.

“Deliberou também a Tristão Gonçalves Pereira Alencar Araripe, para que promovesse o bom êxito do tal projeto”, finaliza.

Pondo-se em marcha os expedicionários a 30 de março de 1823, recebeu o dito governador a carta imperial, de 16 de abril do mesmo ano, autorizando-o a reunir toda a força para proclamar a independência do Maranhão.

Apresentou-se a junta aos redores da Vila de Caxias com 6.000 homens, e, depois de longas fadigas e privações, no dia 31 de julho do mesmo ano foi celebrada uma honrosa convenção em sessão extraordinária da Câmara Municipal, reunida na então capela de Nossa Senhora dos Remédios.

Lá compareceram o clero, a nobreza, o povo e os sitiantes comandados pelo major Salvador Cardoso de Oliveira e João da Costa Alecrim e os sitiados sob o comando do major português João José da Cunha Fidié.

No dia 1º de agosto de 1823, as tropas independentes entraram em Caxias e no dia 6 daquele mês procedeu-se a eleição para vereadores.

No ocasião foram eleitos: Francisco Henrique Wilk, capitão Clemente José da Costa, José Isidoro Viana, Francisco Joaquim de Carvalho, João Ribeiro de Vasconcelos Pessoa e José Maria César Brandão.

Na realidade, a bravura do povo caxiense foi, é, e sempre será uma característica marcante nas conquistas de uma cidadania livre e soberana.

Em verdade, no ano de 1822, quando ocorreu, simbolicamente, o Grito da Independência do Brasil, a Vila de Caxias era habitada, predominantemente, por uma população lusitana.

A classe hegemônica, constituída de portugueses, exercia a dominação ao comércio, a igreja e a educação no lugar. E, portanto, assim, não queria contrariar os interesses da Coroa de Portugal à qual tínhamos o jugo de subordinação política.

Mas, somente quase um ano depois, precisamente, em 1º de agosto de 1823, o povo caxiense livrou-se do domínio português e a aderiu à independência para se tornar soberano e patriota, também, à cidadania brasileira.

A Vila de Caxias tornava-se, também, livre do cunho de estado colonial e se constituía em um próspero centro comercial e soberano da nova Província do Maranhão.

É bom lembrar que, ao contrário do que muitos pensam, o nome Caxias não se atribui a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro; ele, sim, recebeu o título “Barão de Caxias” por ter sufocado a maior revolução social existente no Estado do Maranhão: a Balaiada.

A cidade de Caxias foi palco da última batalha do movimento. Posteriormente, já em terras do Rio de Janeiro, o Barão de Caxias foi condecorado, novamente, com o título de Duque de Caxias.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade
Arquivos