CALABRESA GATE! Rombo de R$ 2 BILHÕES no Grupo Mateus

Erro físico na auditoria do Mateus, uma vez que relatos indicam que operadores do Grupo utilizavam os Código de Barras de Produtos Caríssimos com produtos a “preço de bananas” e gerava um estoque gigante – por exemplo: em pacotes de Calabresas estavam o Código de Barras de Picanhas com preços elevados, daí surgiu o termo “Calabresa Gate”

O Grupo Mateus enfrenta forte pressão no mercado devido a deficiências em sua governança corporativa, reveladas cinco anos após sua abertura de capital. A companhia divulgou um erro contábil de R$ 1 Bilhão e 100 Milhões na valorização de estoques, o que resultou em uma queda acumulada de quase 14% em suas ações, equivalendo a uma perda de R$ 1 Bilhão e 900 Milhões em valor de mercado.

Erro de custeio x erro físico como o Grupo Mateus se expandiu em várias unidades da federação, com regramentos de ICMS diferentes, surgiu uma enorme difereança em taxação dos produtos que foram realizados auditorias e balanças. Mas o pior foi o erro físico na auditoria do Mateus, uma vez que relatos indicam que para bater metas, funcionários do Grupo utilizavam os Código de Barras de Produtos Caríssimos com produtos a “preço de bananas” e gerava um estoque gigante – por exemplo: em pacotes de Calabresas estavam o Código de Barras de Picanhas com preços elevados, daí surgiu o termo “Calabresa Gate”.

De acordo com o Grupo, o problema envolveu erros nos cálculos do custo médio das mercadorias vendidas, um aspecto crítico nos balanços de varejistas. Com o ajuste, o valor do estoque foi reduzido de R$ 6 Bilhões para R$ 4,9 Bilhões em 2024, e o patrimônio líquido encolheu em R$ 695 milhões, totalizando R$ 9,1 Bilhões.

O tema de controles internos fracos, incluindo estoques, não é novo. Em formulários de referência enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2020 e 2021, a auditoria Grant Thornton identificou 42 deficiências moderadas, com destaque para a falta de acompanhamento da evolução do custo histórico do estoque. A recomendação era implantar um módulo para visualização e monitoramento. No entanto, a partir de 2022, essas deficiências deixaram de ser mencionadas nos documentos, que passaram a afirmar a ausência de reportes significativos.

A Grant Thornton atuou como auditora por cinco anos, sendo substituída em 2025 pela Forvis Mazars Auditores, em cumprimento à regra de rotatividade. A nova auditoria não emitiu ressalvas nos balanços trimestrais de 2025, mesmo durante os ajustes internos.

O Grupo Mateus não comunicou o mercado sobre o problema em 2024, quando ele começou a ser identificado, optando por mencioná-lo apenas nas notas explicativas do balanço do terceiro trimestre, sob o título “Reapresentação dos saldos comparativos – CPC 23”. Analistas e gestores criticaram a falta de transparência, o que contribuiu para a forte queda das ações no Mercado Financeiro.

Durante teleconferência com investidores, a diretoria esclareceu que o ajuste de R$ 1,1 Bilhão refere-se a anos passados, com R$ 94 milhões em 2024, mas não detalhou o período exato. Gestores expressaram dúvidas sobre a origem do erro e possíveis ajustes futuros, especialmente em áreas como fiscal, sensível para atacadistas.

Paralelamente, o grupo revisou seu processo de inventário em 2025 para combater perdas operacionais, como furtos e desvios. A empresa identificou problemas como funcionários passando produtos caros por códigos mais baratos (exemplo: calabresa) e desvios em áreas de descarregamento. Para mitigar isso, aprovou R$ 15 Milhões em investimentos para mais inventários e tecnologia. A frequência de checagens aumentou, passando de esporádica (a cada 4 ou 6 meses) para mensal, com cobertura total das lojas.

Fontes consultadas indicam que a expansão acelerada do Mateus, com abertura de dezenas de lojas anualmente, contribuiu para falhas, incluindo unidades com até dois anos sem inventário completo. Apesar de riscos conhecidos, o mercado tolerava devido aos resultados positivos, mas agora questiona a sustentabilidade.

EM TEMPO: especialistas apontam possíveis causas para o erro no custo médio: equívocos no cálculo de impostos (como PIS e ICMS, variando por estado) ou na contabilização de bonificações da indústria, que reduzem o custo unitário ao serem rateadas;

E MAIS: as ações do Grupo Mateus recuaram e tiveram perdas de mais de 15%. A diretoria enfatizou que os ajustes não afetam o caixa imediato, mas analistas alertam para impactos futuros na recomposição de estoques;

PRA FECHAR: o Grupo Mateus, que se beneficiou de incentivos fiscais no Maranhão e expandiu para novos estados no Nordeste, enfrenta agora o custo de uma governança incompleta em meio a uma operação complexa.

3 Comentários

  1. Esse Grupo é uma Fraude, Aqui no Maranhão deram isenção Fiscal quebrou todos os outros Supermercados. Vai quebrar e Deixar os investidores no Prejuízo. Essa é a Verdade é uma Bomba Relógio, prestes a Explodir.

  2. Calabresa Gate
    É uma Realidade aqui No Maranhão
    Tudo isso é Verdade
    O Estado Mais Pobre do Brasil
    É Empresa Escraviza Funcionários
    Ticket de R$ 104,00 Só pode Gastar no Próximo Grupo Mateus
    Cadê o Ministério do Trabalho ?

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Jadson Pires é o editor do Observatório da Blogosfera, onde se dedica à criação e edição de conteúdos relevantes e informativos, voltados para o público digital.

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