Hoje, dia 31 de Março de 2026 é um dia para se lembrar o Golpe Militar de 1964, um período ditatorial que durou longos 21 dias e ceifou milhares de vidas

Um dia marcado na história, este 31 de março completa 62 anos do Golpe Militar de 1964, e é marcado por reflexões sobre o período ditatorial (1964-1985), atos em defesa da democracia e a persistente luta por memória, verdade e justiça. O movimento que depôs o presidente João Goulart instaurou um regime de 21 anos caracterizado por perseguição, tortura e censura.
Pontos-chave dos 62 anos do Golpe (31 de março de 2026):
- Impacto Acadêmico e Repressão: Levantamentos, como o da Comissão da Verdade da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), destacam que centenas de professores, estudantes e técnicos foram alvos, com registros de prisões, torturas e mortes, evidenciando a perseguição sistemática no ambiente universitário.
- Ato contra o esquecimento: Diversos movimentos sociais, sindicatos e coletivos organizaram atos públicos (como em Natal e Rio de Janeiro) para marcar a data, com o lema “Ditadura Nunca Mais”, reforçando a necessidade de lembrar as violações cometidas.
- Caráter Empresarial e Econômico: Análises relembram que a ditadura não foi apenas política, mas também um projeto econômico que, sob o pretexto de combater o comunismo, aumentou a dívida externa brasileira (de US 105 bilhões em 1985) e reprimiu o movimento sindical
- Debate sobre a Memória: O aniversário suscita debates sobre a importância de reparar as vítimas e reconhecer os crimes cometidos, combatendo tentativas de revisionismo histórico que buscam banalizar o autoritarismo.
O período é descrito como um dos mais sombrios da história brasileira, resultando em pelo menos 434 mortos e desaparecidos e mais de 20 mil pessoas torturadas, segundo dados da Comissão Nacional da Verdade (CNV).



