Rodoviários de São Luís avaliam paralisação do transporte público após atrasos no pagamento dos salários e falta de avanços na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho

Em novembro de 2025, de forma antecipada, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão encaminhou ao sindicato das empresas (SET) a proposta de Convenção Coletiva de Trabalho para 2026. Desde o início deste ano, reuniões entre as duas entidades vêm sendo realizadas, mas, segundo o informativo postado pelo sindicato, até o momento nenhuma contraproposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores foi apresentada.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, tem participado de todos os encontros marcados pelos representantes do SET, porém, conforme a entidade, não houve avanço nas discussões até agora.
A única proposta apresentada pela patronal prevê a criação de convenções distintas: uma para os trabalhadores do sistema urbano e outra para os rodoviários do semiurbano. A sugestão foi rejeitada pelo STTREMA, que defende a unificação da categoria e a garantia de direitos iguais para todos os trabalhadores.
Com o prazo para a conclusão das negociações da nova Convenção Coletiva de Trabalho se aproximando do fim, o sindicato alerta que, caso não haja acordo, a categoria poderá deliberar por medidas mais rígidas, o que pode impactar o funcionamento do transporte público na Grande São Luís.
“Nossa intenção é garantir que todos os direitos dos rodoviários sigam sendo respeitados e cumpridos. Ao nosso ver, os patrões parecem estar tentando ganhar tempo, mas não iremos permitir. O prazo das negociações está terminando e, se não forem definidas as cláusulas econômicas da Convenção, principalmente as que tratam do reajuste salarial e do ticket alimentação, a categoria poderá adotar medidas mais firmes. Os rodoviários merecem respeito e não vamos abrir mão dos nossos direitos”, destacou Marcelo Brito, na nota.
SET notificou Prefeitura de São Luís por atraso em subsídio do transporte
O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís – SET, notificou a Gestão Braide pelo atraso no subsídio para pagamento dos trabalhadores rodoviários, conforme ACORDO ASSINADO E HOMOLOGADO NO TRT – A gestão Eduardo Braide vem descumprindo. A notificação extrajudicial foi enviada no dia 8 de janeiro de 2026 ao secretário municipal de Trânsito e Transporte, Maurício Itapary, e ao secretário municipal de Governo, Emílio Carlos Murad. O valor cobrado é de R$ 6.169.659,30 (Seis Milhões, Cento e Sessenta e Nove Mil, Seiscentos e Cinquenta e Nove Reais e Trinta Centavos).
Este repasse tem que ser feito até o quarto dia útil do mês, conforme acordo firmado em audiência de conciliação realizada em fevereiro de 2024 e homologado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), veja a íntegra do Acordo, abaixo!

Além de previsto em Lei, o pagamento do subsídio está acertado em acordo judicial firmado nos autos de dois processos trabalhistas, após negociação entre o sindicato e o Município de São Luís. O documento destaca que o compromisso foi assumido e não honrado pela Gestão Eduardo Salim Braide.
Leia a nota do Sindicato dos Rodoviários, na íntegra
Em novembro de 2025, de forma antecipada, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão encaminhou para o sindicato das empresas (SET), a proposta de Convenção Coletiva de Trabalho para 2026. Desde o começo desse ano, reuniões entre as duas entidades estão acontecendo, mas para a categoria, até o momento, nenhuma contraproposta, que atenda as reivindicações dos trabalhadores, foi apresentada.
Marcelo Brito, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, tem comparecido em todos os encontros marcados pelos representantes do SET, mas até agora, nenhum avanço nas discussões aconteceu.
A única proposta feita pela patronal, diz respeito a uma Convenção específica para os trabalhadores do sistema urbano e outra para os Rodoviários que atuam no semiurbano, o que de pronto, não foi aceita pelo STTREMA, já que no entendimento da entidade, a categoria é uma só e todos os trabalhadores possuem direitos iguais.
O fato é que, o prazo para as negociações da nova Convenção Coletiva de Trabalho, está se encerrando e caso, até lá, nenhum acordo tiver sido proposto, os trabalhadores entendem que a única alternativa, é a paralisação de todo o sistema de transporte público na Grande São Luís.




