“Pastor Gil” já mandou quase R$ 10 MILHÕES em ‘Emendas Pix’ a Prefeituras

Uma nova modalidade de corrupção, ágil e dissimulada, parece ter encontrado terreno fértil no Congresso Nacional. O nome emerge em um escândalo que une a velha prática do clientelismo à tecnologia digital: as chamadas “Emendas Pix”
Uma ivestigação iniciada pelo Site Observatório, aponta para uma prática de um esquema sofisticado de desvio de recursos públicos, e a engrenagem, segundo as apurações iniciais, funciona com a alocação de emendas parlamentares, principalmente da rubrica “Ressarcimento ao SUS”, para prefeituras aliadas no Maranhão. O destino final, no entanto, não seriam os cofres municipais para aplicação em saúde, mas as contas de empresas “laranjas” e “intermediários”, via ‘Emenda Pix’, chamada tecnicamente de RP6.
A suposta finalidade? Financiar a base política do deputado federal GILDENEMIR DE LIMA SOUSA, o “Pastor Gil” – (PL), fortalecendo prefeitos aliados e garantindo a máquina de apoio necessária para sua perpetuação no poder. O dinheiro que deveria salvar vidas, comprar medicamentos ou equipar hospitais, transforma-se, na prática, em moeda de troca para ‘loyalty política’. É a orquestração do erário público em benefício próprio, travestida de auxílio ao eleitorado.
A figura do “Pastor” no epicentro do caso adensa a gravidade moral da acusação. Enquanto usa um título que, em tese, deveria pautar-se pela ética e pela integridade, o deputado estaria envolvido em um esquema que nega o básico à população mais vulnerável. A fé, nesse contexto, parece ser instrumentalizada como cortina de fumaça para práticas que nada tem de divinas.
O caso do Pastor Gil não é uma anomalia, mas um sintoma. Ele revela a adaptação da velha corrupção a novos tempos. O “Pix”, símbolo da modernidade financeira, é cooptado para agilizar o desfalque. As emendas, instrumentos legítimos de representação parlamentar, são esvaziadas de seu propósito e convertidas em cabos eleitorais.
É imperativo que as instituições – Ministério Público, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União – ajam com celeridade e rigor. A sociedade maranhense e brasileira não pode mais aceitar a naturalização do roubo. Cada centavo desviado por meio das “Emendas Pix” é um paciente sem atendimento, um equipamento de saúde que falta, uma vida negligenciada.
VEJA ABAIXO, O QUADRO COM OS PAGAMENTOS A PREFEITURAS ALIADAS DO PASTOR GIL

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Jadson Pires é o editor do Observatório da Blogosfera, onde se dedica à criação e edição de conteúdos relevantes e informativos, voltados para o público digital.

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