GAECO aponta Felipe dos Pneus e empresários-laranjas como peças de Organização Criminosa que deu rombo em R$ 55 Milhões na Prefeitura de Santa Inês

Envolvido em Organização Criminosa que praticava fraudes em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro no município, segundo aponta investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – GAECO, do Ministério Público do Maranhão. o prefeito Felipe dos Pneus juntamente com empresários-laranjas, conhecidos por venderem Notas Frias, está como peça central de inquérito que deve novamente afastá-lo do cargo de prefeito.
Segundo as investigações, o esquema criminoso gerou um prejuízo superior a R$ 55 milhões aos cofres públicos da Prefeitura de Santa Inês. Estes recursos deveriam ser aplicados na aquisição de medicamentos e materiais hospitalares, mas foi desviado por empresas de fachadas que segundo o GAECO, pagavam propinas ao prefeito Felipe dos Pneus.
As investigações tiveram início a partir do encaminhamento de provas compartilhadas pela Polícia Federal após a Operação Free Rider, realizada ainda no mês de abril de 2022. O material compartilhado demonstrou um esquema de montagem e direcionamento de licitações nas quais as empresas contratadas pelo Município de Santa Inês pagavam propina em benefício do prefeito Felipe dos Pneus e de pessoas ligadas a ele, entre eles Welker Rolim.
A organização criminosa que operava em Santa Inês possui ainda duas peças principais nomes que atuavam ao lado das outras 16 pessoas físicas e jurídicas investigadas. Os dois articuladores da propina, Antônio Neto Magalhães e Samuel Martins.
O aprofundamento das investigações pelo Gaeco permitiu a obtenção de provas que revelaram o envolvimento de várias pessoas físicas e jurídicas que atuavam em conjunto para desviar recursos públicos por meio da Prefeitura de Santa Inês, gerida por Felipe dos Pneus.
Enquanto o prefeito utilizava sua influência política e seu poder decisório sobre a forma de utilização das verbas públicas municipais, os articuladores montavam procedimentos licitatórios fraudulentos, intermediavam com empresas e faziam o controle do repasse de propina.
Contratos que iniciara as investigações
A gestão de Felipe dos Pneus destinou seis contratos para a empresa M.R. S SOUZA – EPP, mais conhecida como Solução Empreendimentos, por meio de procedimentos licitatórios Pregão Presencial nº 007/2021 e Dispensa de Licitação nº 001/2021-CPL-SI. Todos para locação de veículos e firmados em 2021 com valor total de R$ 5.531.065,00 milhões.
Durante a investigação da Polícia Federal, que corria em sigilo, se apontou queo empresário Welker Rolim pagou propina ao prefeito Santa Inês, Felipe dos Pneus. O dinheiro teria servido para bancar parte da reforma da casa do gestor avaliada em R$ 1,8 milhão. Um comprovante de transferência bancária em nome da WR Comércio e Construção, uma das empresas de Welker Rolim, dono do grupo que movimenta milhões de reais em Santa Inês e em diversas Prefeituras do Maranhão.




